Lugares

Compõem a Freguesia de Samora Correia, os seguintes lugares:


:::::: ADEMA


:::::: CATAPEREIRO
Herdade situada a sul do concelho de Benavente.


:::::: PORTO ALTO

Porto Alto é uma povoação da freguesia de Samora Correia, concelho de Benavente. Esta terra possui um agrupamento de Escolas: a Escola Nova, Escola Velha e Escola Eb 2,3 do Porto Alto. Tem alguns supermercados: como o Super-sol, Pingo Doce, Aldi e Modelo, bem como também lojas de carácter mais popular (comércio regional).

Esta terra é conhecida por ser um grande centro de ligação entre Lisboa e outras terras\localidades, visto que se situa perto de Lisboa, mas ao mesmo tempo perto de outras localidades de interesse (por exemplo comercial) com o Montijo.

Futuramente esta localidade será uma das portas de entrada em Portugal, visto ser nela que se localizará o Novo Aeroporto de Lisboa.

O seu orago é Nossa Senhora da Guadalupe.


:::::: ARADOS

Arados é um lugar rural da freguesia de Samora Correia, concelho de Benavente, Portugal. Apesar de estar situado numa região muito industrializada, faz fronteira com as matas da Companhia das Lezírias estando a 5 km de Porto Alto e Samora Correia. O sector predominante nos Arados é o primário e secundário. É uma região com grandes terrenos agrícolas. É neste lugar que se situa a fabrica de João de Deus & Filhos, S.A, um dos maiores empregadores do distrito, totalizando um total de 502 empregados. A localidade possui vários edifícios públicos, nomeadamente, a Igreja dos Arados, o Ring de Futsal e o Parque Infantil.


:::::: QUINTA DA MURTEIRA

A Quinta da Murteira é uma quinta localizada em Samora Correia, Portugal. É referida no Foral de D. Manuel I em 1510. Esta antiga quinta foi palco de grandes acontecimentos. Existem documentos que afirmam, ter-se nela realizado a "Última Tourada Real". No tempo de D. Miguel, houve quem lhe chama-se a "Quinta da Maroteira" por causa das suas festarolas com as môças.

No Século XX foi alvo de tentativa de banalização por parte da sua proprietária, a Companhia das Lezírias. A estatuária do Jardim foi para um jardim particular do presidente da Companhia e alguns marcos do infantado levados para a nova quinta vinícula no Catapereiro.

Agora em ruínas, esta quinta parece ter sido algo de grandioso. As lendas dizem que tinha um lindo palácio, uma praça de toiros e podemos ainda encontrar vestígios de um antigo forno, uma adega, uma casa (a casa dos serviçais), duas piscinas, bancos de cimento de um jardim e duas fontes. A última grande festa ocorreu aquando da visita da neta de D. Miguel a Samora Correia.


:::::: HERDADE DE PANCAS

A Herdade de Pancas é um dos lugares mais antigos de Samora Correia. É citada em muitos documentos do século XIV. O primeiro documento que a refere, data de 1374, quando D. Fernando a doou, como título de residência, a Álvaro Dias Sarrozeira. Pancas esteve sempre ligada a nobres. Esteve na posse de D. Fernando, 3º Duque de Bragança, que foi Senhor de Pancas até 1483, altura em que D. João II o decapitou em Évora, por conspiração contra o Rei e lhe confiscou todos os bens. Era um dos lugares preferidos da antiga fidalguia, pois está situada bem perto do Mar da Palha e de Lisboa. No principio do século XIX (1800), o Senhor de Pancas era José Sebastião de Saldanha Oliveira e Duan, filho dos Condes de Rio Maior, neto do Marquês de Pombal, e que geria a Herdade de Pancas através de administradores e apenas aparecia quando se realizavam caçadas. A Herdade pertence actualmente á família Aires de Carvalho, possui um palácio e uma capela, a Capela do Senhor Jesus da Quinta de Pancas. Em pancas forma encontrados vestígios paleolíticos, nomeadamente utensílios de pedra talhada.


:::::: BRAÇO DE PRATA

A charneca de Braço de Prata, em Porto Alto (Samora Correia), é epicentro do turismo equestre na Companhia das Lezírias.


:::::: PALHAVÃ

Hoje está perdida na margem esquerda do Rio Sorraia, mas em tempos foi uma propriedade de grande beleza. A meia légua da vila, esta propriedade pertenceu aos Condes de Sarzedas e depois aos Duques de Aveiro. Possuía um pavilhão de caça ou paço, e uma ermida, construída em honra de Nossa Senhora da Guadalupe. Este pavilhão de caça ou paço foi mandado construir pelo Conde de Sarzedas e recebeu o nome de Palhavã por arrastamento, visto o nome estar relacionado com a família Sarzedas. Era um pavilhão magnifico com inúmeras janelas revestidas de pedra, que mais tarde foi convertido em palheiro. A ermida encontrava-se em ruínas, quando em 1941 foi destruída para que fosse construído um valado junto ao rio. Ainda restam algumas portadas e janelas, que mostram a grandiosidade da ermida.


:::::: BARACHA

Localizada na plena lezíria ribatejana, encontra-se cercada pela paisagem característica da região, com mata de sobreiros verdes e num ambiente de pura natureza.


:::::: BELMONTE

O Forte de Belmonte, também denominado como Castelo de Belmonte localiza-se na freguesia de Samora Correia, concelho de Benavente, Distrito de Santarém, em Portugal.

Integrava, no século XII, juntamente com os castelos de Almada, Sesimbra, Coina-a-Velha, Canha e Cabrela, o núcleo do termo de Palmela representando o seu ponto estratégico mais avançado a Noroeste e definindo os limites de duas Ordens Militares - a Ordem de Santiago e a Ordem de Évora), através do rio Almançôr.

Construído antes de 1207, segundo a documentação conhecida, o Forte de Belmonte constitui um elemento essencial na consolidação e posse das terras marginais do Baixo Tejo, reconquistadas pelos cristãos.

Enquanto comenda da Ordem Militar de Santiago, vinculada a Palmela, Belmonte adquiriu alguma projecção sob o ponto de vista militar, eclesiástico e administrativo. Terra bastante pantanosa e embora o rio fosse navegável houve uma deslocação para a foz do Almançôr junto do Tejo surgindo um núcleo urbano denominado Çamora e que a par da formação definitivas das fronteiras portuguesas conduziu ao abandono quase sistemático deste local.

Aqui foi erigido o Baluarte de Belmonte, uma construção tosca, constituída por um fortim redondo, casas baixas para a sua guarnição, uma casa apalaçada para o comendador, uma igreja e um túnel para o rio. Actualmente, em ruínas, foi a sede da primeira paróquia, tendo como padroeiro São João Baptista.

A fortificação medieval de Belmonte exibe características de construção invulgares, que demonstram a utilização exclusiva da matéria prima disponível na região, os seixos rolados.

Foram-lhe promovidas prospecções arqueológicas nos anos de 1995 a 1997.

A Atalaia de Belmonte integrava, em pleno século XII, o termo de Palmela, representando o seu ponto estratégico mais avançado a Noroeste e definindo os limites com Coruche, através da Ribeira de Canha ou de Santo Estevão. A individualização de Benavente, promovida pela Ordem Militar de Évora, que se concretiza na doação da Carta de Foral em 1200, provoca o desmembramento desta do Castelo de Coruche, passando a Ribeira a delimitar os termos de Palmela e Benavente. Construído antes de 1207, segundo documentação conhecida, o "Castelo de Belmonte" constitui um elemento essencial na consolidação e posse das terras marginais do Baixo Tejo, reconquistadas pelos cristãos. Enquanto comenda da Ordem Militar de Santiago, vinculada a Palmela, Belmonte adquiriu alguma projecção sob o ponto de vista militar, eclesiástico e administrativo. O surgimento de um núcleo urbano, mais a Norte, denominado Samora Correia, com Foral datado de 1512, conduziu ao abandono quase sistemático deste local. O Baluarte de Belmonte era uma construção tosca, constituída por um Fortim redondo, casas baixas para o pessoal serviçal, uma casa apalaçada para o comendador, uma igreja e um túnel para o rio. Actualmente, em ruínas, foi a sede da primeira paróquia, tendo como padroeiro São João Baptista. A fortificação medieval de Belmonte exibe características de construção invulgares, que demonstram a utilização exclusiva da matéria prima disponível na região, os seixos rolados. A estrutura é composta por enormes calhaus rolados toscamente argamassados que definem uma torre bastante sólida.


:::::: RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO TEJO

O estuário do rio Tejo é a maior zona húmida do país e uma das mais importantes da Europa, um santuário para peixes, moluscos, crustáceos e, sobretudo, para aves, que nele se detém quando de sua migração entre o Norte da Europa e a África. É o maior estuário da Europa Ocidental, com cerca de 34 mil hectares, e alberga regularmente 50 mil aves aquáticas invernantes (flamingos, patos, aves limícolas, etc.)

A Reserva Natural foi criada em 1976, abrangendo uma área de 14.192 hectares, caracterizada por uma extensa superfície de águas estuarinas, campos de vasas recortados por esteiros, mouchões, sapais, salinas e terrenos aluvionares agrícolas (lezírias).

Não excedendo os 11 metros acima do nível do mar e uma profundidade de 10 metros, distribuída pelos concelhos de Alcochete, Benavente e Vila Franca de Xira, a reserva insere-se na zona mais a montante do estuário do Tejo que, estendendo-se por uma área de cerca de 32 km2, é o maior da Europa Ocidental.

Nas margens do estuário desenvolve-se o sapal, cuja comunidade florística vive sob a influência das águas trazidas pela maré. Região de grande produtividade a nível de poliquetas, moluscos e crustáceos, constitui autêntica maternidade para várias espécies de peixes. Mas é a avifauna aquática que atribui ao estuário do Tejo a sua importância internacional. Os efectivos de espécies invernantes chegam a atingir cerca de 120.000 indivíduos. As contagens regularmente efectuadas indicam que invernam nesta Área Protegida mais de 10.000 anatídeos e 50.000 limícolas, das quais se destaca o alfaiate Recurvirostra avosetta, com um número que pode ascender a 25% da população invernante na Europa. Nesta área existe o registo de 200 espécies, que atesta a riqueza biológica e o valor para a Conservação da Natureza desta região com destaque para: o Flamingo (Phoenicopterus roseus), o Ganso-bravo (Anser anser), a Marrequinha (Anas crecca), o Pilrito-de-peito-preto (Calidris alpina), a Perdiz-do-mar (Glareola pratincola), o Sisão (Tetrax tetrax) e o Milherango (Limosa limosa). Inclui algumas zonas salgadas no Rio Tejo/Mar da Palha.

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