Património

A Freguesia de Samora Correia, localizada no coração do Ribatejo, dispõe de um património riquíssimo!


:::::: PALÁCIO DO INFANTADO

O Palácio da Companhia das Lezírias, actualmente designado por Palácio do Infantado, foi durante muito tempo conhecido como Palácio D. Miguel. Localiza-se no eixo central do núcleo histórico da vila de Samora Correia, assumindo-se como um dos seus edifícios mais marcantes. Datado do final do século XVIII e integrado na antiga Casa do Infantado, nele se fixa, no século XIX, a Administração da Companhia das Lezírias. O edifício manteve-se até 1976, as suas características iniciais, mas nesse ano foi devorado por um violento incêndio que arrasou todo o seu interior, reduzindo a cinzas importantes valores da história da região e do espólio da Companhia das Lezírias. Este edifício apresenta uma construção sólida, que envolve um quarteirão e se desenvolve em dois pisos. Apresenta todas as fachadas cortadas por janelas, no piso térreo, e varandas, no piso superior. O Palácio do Infantado, mesmo destruído no seu interior, permaneceu como referência patrimonial no imaginário colectivo e foi objecto de uma recuperação arquitectónica. Em 1998, o edifício foi reaberto como espaço cultural. Compreende uma Biblioteca, um auditório, galerias de exposição, etc...


:::::: IGREJA DA MISERICÓRDIA

Esta Igreja teve a sua origem numa antiga Capela do Espírito Santo e data dos finais do século XV, início do século XVI, a avaliar pelos azulejos existentes no seu interior. O edifício da Igreja não conserva, no exterior, o seu traço primitivo. No inicio do século XVIII foi sujeita a uma remodelação, tendo conservado no interior os azulejos, o Cadeiral dos Irmãos do espírito Santo e o Retábulo, que ainda existe na capela-mor e que representa a Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel. A sua última remodelação ocorreu em 1909. A Igreja da Misericórdia de Samora Correia, está encaixada no edifício das antigas cozinhas do Palácio do Infantado. E, antigamente, estava ligada ao antigo Hospital da vila, por um quintal existente nas traseiras das suas instalações. Possui um espólio de imagens muito rico e valioso. Uma bela Pietá do século XVIII (de madeira, ricamente estofada) e o Senhor Jesus das Misericórdias do século XVII (vindo da Capela de Pancas).


:::::: FONTE DOS ESCUDEIROS

Aparece, referida, na planta da vila de Samora Correia de 1790, com este mesmo nome e está situada na única rua da vila que conserva a toponímia original. Podemos ver na própria fonte a inscrição de 1863, que se julgava ser a da sua construção. Mas dados mais recentes, vieram provar que a sua existência é mais antiga. Esta data de 1863, é a data de uma das remodelações a que a fonte foi sujeita e que lhe veio alterar a configuração inicial. Na década de 70, a Fonte dos Escudeiros foi submetida a um novo arranjo, durante o qual abriram, na sua estrutura, um nicho para a colocação de uma imagem religiosa. Ao lado da Fonte dos Escudeiros, existem umas pequenas escadas, que nos levam até um jardim, conhecido em Samora Correia, como o Jardim da Fonte. Neste jardim, construção mais recente, podemos encontrar um lago construído em 1881 pela Câmara Municipal de Benavente.


:::::: FONTE DO CONCELHO

A referência mais antiga que existe da Fonte do Concelho, encontra-se nas "Memórias Paroquiais" de 1758, realizadas pelo Padre Luís Cardoso e que consistiam num inquérito dirigido a todos os párocos. Este documento refere a existência de "huma fonte chamada do concelho, que suas águas sam boas para os olhos e de que faz menção (...) medicinal". Embora este documento, constitua a referência documental mais segura sobre a antiguidade desta fonte, as características da sua construção remetem-nos para um período muito anterior, provavelmente para o século XIV, num enquadramento de tradição românica. Muitos dizem que é de origem moura, mas isso não seria possível. Na época dos mouros, toda a margem ribeirinha a Sul do Tejo (onde está situada a vila de Samora Correia), era um ermo. Os mouros não usavam o arco quebrado nas suas construções e a posição da fonte, em relação ao Tejo Velho, permite datá-la como contemporânea da fundação da vila de Samora Correia. Está situada numa das partes mais antigas da vila, incrustada em muros e casas. É uma fonte de construção simples, que apresenta uma arco em pedra de dimensões regulares (3,5 metros de largura por 1,55 metros de altura; este arco está tapado com uma parede), abatido e tecto abobadado revestido com tijolo. No interior, define-se um tanque com cerca de 70 cm de profundidade. É uma construção que não ostenta quaisquer elementos decorativos.


:::::: IGREJA DE NOSSA SENHORA DE OLIVEIRA

Em 1718, a Igreja existente em Samora Correia foi destruída, para dar lugar á actual Igreja Matriz, consagrada a Nossa Senhora de Oliveira, Padroeira da freguesia. A actual Igreja Matriz de Samora Correia, foi inaugurada e benzida em 1721, tendo sido mandada construir pelo Pároco Freire Henrique da Silva Araújo, da Ordem de Sant'lago da Espada. Para além de ser dedicada á padroeira, Nossa Senhora de Oliveira, consagra-se também, como monumento em honra do Apóstolo São Tiago Maior e da Ordem. A sua área coberta é de 650 m2 e o átrio vedado com gradeamento de ferro, é de 374,5 m2. Mede 14 metros, aos quais acrescentamos mais 6 metros da base das torres sineiras até ao pináculo. Os azulejos que revestem as suas paredes interiores, datam do século XVIII e fazem alusão ao Apóstolo São Tiago. Sobre um grande painel de jarras e florões de variada qualidade, desenham-se quadros da vida de São Tiago Maior, em dois maravilhosos e extensos painéis centrais, de 16 metros de comprimento por quase 2 de altura, ladeados de outros menores. A partir do século XII, São Tiago é apresentado como Apóstolo, pregando e ensinando, guerreiro geralmente a cavalo e com escudo, ou peregrino com manto, bordão, cabaça, largo chapéu e bolsa de couro presa á cintura. Só na Igreja de Samora Correia, ele aparece representado como peregrino-guerreiro, ao mesmo tempo, combatendo a pé, com hábito de peregrino e escudo de guerreiro. Os painéis estão simplesmente assinados por P.M.P.. Os terramotos de 1755 e 1909, provocaram vários danos, entre os quais o derrube de muitos azulejos, que depois foram colados á sorte e sem nexo, tendo portanto, ficado os painéis um pouco desfigurados. O altar-mor é em talha dourada, com a imagem da padroeira; do lado oposto ao da epístola, encontra-se um peque no retábulo com a imagem de Nossa Senhora do Ó. Imóvel de Interesse Público, incluindo os altares de talha dourada, os painéis de azulejo e as pinturas murais. Decreto-Lei n.º 41191 de 18.07.1957.

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